Imagem de destaque LightMake L4: nova impressora 3D double-IDEX que não é uma toolchanger Source: LightMake (remixed)
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IQEX? IDIDEX? O que é isso?

LightMake L4: nova impressora 3D double-IDEX que não é uma toolchanger

Foto deMatthew Mensley
Por Matthew Mensley
Atualizado em 30 de jul 2026

A LightMake L4 será lançada em breve no Kickstarter. Trata-se de uma impressora 3D de grande porte com quatro cabeçotes de impressão e motores lineares. Além disso, a máquina traz recursos ideais para uma fazenda de impressão e, de forma exótica, integração com o sistema OpenClaw.

  • A variante L1 de um único cabeçote da LightMake terá preço inicial de US$ 899. Ela possui um volume de construção maior e menos motores lineares do que a L4.
  • Um depósito de US$ 50 garante a LightMake L4 por US$ 1.099. Isso representa um desconto de US$ 1.300 em relação ao preço sugerido de US$ 2.399.
  • Operar os quatro cabeçotes da LightMake L4 em paralelo reduz a área de impressão. Nesse modo, o espaço utilizável diminui para 145,5 x 167,5 x 386 mm.
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Você não ficou sabendo? Até mesmo as toolchangers já são lentas e geram muito desperdício hoje em dia. Pelo menos, essa é a impressão que temos ao olhar para a LightMake L4. Essa impressora 3D agrupa quatro cabeçotes de impressão independentes nos quatro cantos do seu volume de construção. E vale lembrar que ela não é uma toolchanger. Cada cabeçote de impressão opera de maneira independente, e não existe um carro central que pegue ou guarde as ferramentas.

A LightMake L4 será lançada em breve no Kickstarter. Atualmente, um sistema de depósito de pré-lançamento no valor de US$ 50 garante acesso a uma categoria de apoio “VIP”, na qual a impressora está disponível por US$ 1.099. Esse valor representa um belo desconto de cerca de US$ 1.300 em relação ao preço sugerido da LightMake, que é de US$ 2.399. A máquina em si promete um volume de construção de 354 x 370 x 386 mm (em uma cor) e 354 x 350 x 386 mm (multicolorida).

Além disso, cada um de seus quatro cabeçotes independentes consegue atingir uma temperatura de até 320 °C. Abaixo de tudo isso, está a plataforma de impressão de aço revestida com PEI, que, segundo a LightMake, aquece até 110 °C. Há suporte para dois carretéis de filamento em cada lado da máquina, com reconhecimento de material por RFID de fábrica. No momento, ainda não está claro se esse sistema de RFID é um padrão fechado da LightMake ou um padrão open-source.

Apenas pelo visual, ela já parece estranha. As ferramentas em si não têm aquele design fino e compacto que procuramos em equipamentos como o BondTech INDX. Pelo contrário, elas parecem que vão bater umas nas outras ou, no mínimo, reduzir drasticamente o volume de construção disponível. Mas, ao que tudo indica, ela funciona. A página da campanha da LightMake para a L4 demonstra como os cabeçotes que não estão em uso ficam recolhidos nos extremos dos seus eixos.

A documentação da LightMake aponta que o menor volume de construção segmentado é de 145,5 x 167,5 x 386 mm. Esse é o espaço por cabeçote quando todos os quatro estão imprimindo em paralelo.

Mas como ela realmente funciona? Se você conhece o sistema de movimentação IDEX, já entende metade do processo. A LightMake L4, na prática, combina dois sistemas IDEX independentes sobre um único volume de construção. Seria um “IDIDEX”, por assim dizer.

O pórtico de cada lado pode acionar um ou os dois cabeçotes para atuarem em uma determinada camada, mas não de forma simultânea na mesma impressão. Ou seja, eles podem se alternar para adicionar material a uma camada em um modelo específico ou dividir a sua metade do volume de construção para imprimir modelos duplicados simultaneamente, de forma independente. O ponto chave aqui é que cada par compartilha a mesma movimentação no eixo X, mas pode se mover de forma autônoma pelo eixo Y.

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Agora, dobre isso. Um sistema IDEX idêntico fica do lado oposto da mesa, seguindo as mesmas regras e também agindo em relação ao outro sistema. Todos os cabeçotes de impressão podem se revezar para imprimir um modelo específico em várias cores ou materiais. A LightMake afirma que a troca entre os cabeçotes leva apenas 1 segundo. Outra opção é todos operarem em paralelo, confinados ao seu respectivo quadrante na plataforma, realizando os mesmos movimentos para produzir múltiplas cópias do mesmo modelo.

A LightMake alega que a L4 tem um desperdício de purga quase nulo na impressão multicolorida. A empresa afirma que “trocou a grande e custosa purga por uma torre de limpeza mínima”. No entanto, essa torre de limpeza não aparece em nenhuma imagem, apenas pequenas quantidades de “desperdício de purga”.

A impressão com os quatro cabeçotes é, de longe, o grande atrativo da L4. A impressora utiliza motores lineares, permitindo um sistema de movimentação closed-loop sem correias. Ao que parece, esse sistema é extremamente preciso e consegue operar em altas velocidades. Esses motores são mais comuns em máquinas industriais do que em impressoras de mesa.

A última vez que vimos motores lineares em uma máquina desse tipo (a Peopoly Magneto X), o próprio fabricante admitiu que muitos viam o recurso como “um exagero para uma impressora com bico de 0,4 mm”. Na nossa cobertura sobre essa impressora, aprendemos que os motores lineares são “caros, complexos e não possuem uma ampla cadeia de suprimentos e suporte de software”.

Por outro lado, uma das possíveis vantagens de usar um sistema de movimentação assim é o menor desgaste. Basicamente, os eixos que usam os motores lineares flutuam sobre um campo magnético e são guiados por trilhos lineares.

A lista de recursos da L4 continua com a integração da IA em seus sistemas e fluxos de trabalho. A campanha menciona o gerenciamento de frotas e enfileiramento automático (recursos que, temos quase certeza, já eram possíveis antes da “IA”). Mais relevante é a introdução do “fatiamento com IA conversacional” que, aliado à integração com o OpenClaw, transforma instruções escritas em ajustes de parâmetros no fatiador.

Para quem não conhece, o OpenClaw é um framework open-source que permite controlar agentes de IA para que interajam e se comuniquem com outras ferramentas e serviços. Você controla os seus agentes do OpenClaw por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Slack, enquanto eles trabalham nos bastidores para realizar as tarefas. No caso da LightMake, a empresa destaca o uso via WhatsApp, o que pode ser um problema para usuários focados em privacidade que preferem manter a Meta de fora.

A impressão que fica é que a LightMake está posicionando a L4, acima de tudo, como uma máquina para fazenda de impressão. Para o usuário comum, boa parte das funções de gerenciamento de frotas sobra. Além disso, modos de impressão que aumentam a produtividade, como duplicação e espelhamento, têm uso bem específico. Sim, eles podem dobrar (ou, neste caso, quadruplicar) a produção em uma máquina, mas também reduzem bastante o tamanho da área de impressão. E há um detalhe importante: as peças ficam vulneráveis aos erros das outras, ou seja, se uma impressão se soltar ou ocorrer um problema mecânico, isso pode arruinar todo o lote.

Essa é uma empresa nova lançando um produto inédito para arrecadar fundos via Kickstarter. Como sempre, vale o nosso aviso padrão: você não deve apoiar nenhum projeto com um dinheiro que vai fazer falta. O formato IDEX não chamou tanto a atenção do público. Será que juntar dois desses sistemas vai ter um resultado melhor? Levando em conta o cenário atual da impressão multicolorida, é bem possível.

Uma imagem na página de depósitos indica que também haverá uma versão com apenas um cabeçote de impressão, a L1. Ela estará disponível para apoio a partir de US$ 899. A LightMake sinalizou que essa máquina tem um volume maior e menos motores lineares, alterações feitas justamente por não precisar acomodar vários cabeçotes.

Por enquanto, a LightMake está aceitando depósitos antecipados para o financiamento coletivo em seu próprio site. Dê uma olhada na página da campanha para obter mais detalhes.

Nota do editor – Este artigo destaca uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) do Kickstarter. O Kickstarter não é uma loja; as campanhas não têm nenhuma obrigação legal de cumprir as promessas de financiamento coletivo, nem de oferecer reembolsos por recompensas de campanha não cumpridas. Para obter mais informações, leia nosso artigo 8 Things to Watch for When Backing a 3D Printing Kickstarter.

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Sobre o autor:
Matthew Mensley is a senior editor at All3DP with nine years covering consumer 3D printing hardware. He writes news, reviews, and buying guides with the clarity of someone who's seen enough hype cycles to know which ones to take seriously.
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