O filamento PA11 da Prusa, derivado do óleo de rícino, combina uma adesão entre camadas excepcionalmente forte com baixo atrito e resistência a impactos. Além disso, o material oferece a durabilidade necessária para peças móveis exigentes.
A Prusa Research acaba de expandir sua linha de filamentos técnicos com o Prusament PA11 Natural. Trata-se de um nylon sem carga voltado para engrenagens, mecanismos móveis, componentes externos e outras peças que exigem alta resistência mecânica. Este não é um material voltado para hobistas, especialmente considerando o preço de US$ 132 por quilo. Contudo, se você precisa de forte adesão entre camadas, resistência a impactos e movimento com baixo atrito, o material preenche uma lacuna importante no mercado de filamentos.
Segundo a Prusa, o novo filamento é derivado do seu PA11 com fibra de carbono lançado em 2022, porém sem as fibras de carbono. O PA11 Natural é menos rígido e tem maior probabilidade de sofrer empenamento (warp), o que exige o uso de uma impressora fechada. Por outro lado, ele oferece uma melhor adesão entre as camadas impressas. Isso o torna especialmente útil para peças que sofrem cargas repetidas, flexões ou pancadas frequentes.

Na verdade, a Prusa afirma que este material obteve o melhor resultado entre todos os filamentos da linha Prusament em uma métrica fundamental: o coeficiente de anisotropia de resistência à tração. Isso indica quão uniformemente uma peça impressa suporta forças em direções diferentes. As impressões em FDM geralmente são mais fracas exatamente na junção entre as camadas. Porém, um coeficiente de anisotropia de 0,84 significa que a peça impressa tem quase a mesma força entre as camadas e ao longo delas. Uma pontuação igual a 1 significa que a resistência é idêntica nos eixos X, Y e Z. Para se ter uma ideia da diferença, a Prusa lista uma pontuação de 0,60 para o PLA High Speed e 0,33 tanto para o PLA padrão quanto para o PC Blend.

Um atributo frequentemente subestimado desse tipo de nylon é que ele não é derivado de combustíveis fósseis, ao contrário do PA12. O PA11 é um nylon derivado do óleo de rícino. Ele é amplamente utilizado na impressão industrial em leito de pó, como no processo SLS. No entanto, ainda é menos comum no formato de filamento para FDM.
Seu baixo atrito e alta resistência ao desgaste fazem do PA11 Natural uma excelente opção para:
A Prusa afirma que o material resiste à exposição aos raios UV e a diversos produtos químicos. Isso inclui álcoois, acetona, óleo de motor, gasolina e diesel. Ainda assim, é recomendável que os usuários testem a compatibilidade exata para o seu caso de uso, considerando o produto químico específico, a temperatura e o tempo de exposição.
Logo após a impressão, a Prusa indica que o filamento possui uma temperatura de deflexão térmica (HDT) de 58,7 °C. O recozimento da peça finalizada pode aumentar esse valor para impressionantes 122,5 °C. Contudo, esse processo exige um ciclo controlado de aquecimento e resfriamento que pode durar várias horas.
De forma alguma o PA11 Natural tem a intenção de ser um substituto prático para o PLA ou o PETG.
A Prusa recomenda:
Atualmente, a empresa disponibiliza perfis no PrusaSlicer para os modelos Core One+, Core One L e Pro HT90. Um bico de latão padrão pode ser usado sem problemas, já que o filamento não contém fibras abrasivas.
Assim como outros nylons, o PA11 Natural absorve muita umidade do ar. A Prusa recomenda secá-lo a 90 °C por seis a oito horas antes de começar a imprimir. Também é crucial armazená-lo em uma caixa de secagem (dry box).
Além disso, é recomendável usar uma base de impressão (build sheet) dedicada para PA Nylon, especialmente ao produzir peças grandes. A fabricante também orienta a utilização de uma impressora fechada equipada com filtragem de ar ou, pelo menos, que o equipamento opere em um ambiente muito bem ventilado.
O Prusament PA11 Natural é vendido em embalagens de 800 g com filamento de 1,75 mm. Ele tem uma coloração branco-amarelada translúcida, mas o lançamento de novas cores é esperado para o futuro.
O carretel vem com uma tag NFC que utiliza o padrão OpenPrintTag. Com isso, os usuários podem ler informações detalhadas sobre o material diretamente pelo aplicativo móvel da Prusa.
Com um preço de tabela de US$ 104,99 por 800 g, o filamento sai por aproximadamente US$ 132 o quilograma. Esse custo elevado e os desafios técnicos o tornam um material bastante exigente. Contudo, sua combinação de forte adesão entre camadas, resistência ao impacto, durabilidade química e baixo atrito pode torná-lo incrivelmente valioso para a produção de peças funcionais especializadas.
Licença: O texto "Novo filamento PA11 Natural da Prusa promete resistência extrema para peças móveis", da All3DP, é licenciado pela licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
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