Forte, durável e com alta resistência química, este novo TPU reforçado com fibra de vidro é um compósito técnico voltado para condições ambientais e mecânicas exigentes, afirma a Rosa3D. Com dureza Shore 75D, o material dobra, mas vai exigir muito esforço para quebrar.
A fabricante polonesa de filamentos Rosa3D lançou um TPU reforçado com fibra de vidro no início de abril. Chamado de Rosa3D TPU 75D Automotive 15 Glass Fiber — em que o 15 indica a proporção de 15% de fibra de vidro –, o material foca especificamente em um nicho particular de peças funcionais de uso final em ambientes automotivos e industriais, embora seja fácil perceber por que ele pode ser uma excelente escolha em outras áreas.
Peças destinadas ao cofre do motor ou expostas a altas temperaturas precisam suportar condições que normalmente comprometeriam um TPU padrão. A Rosa3D afirma que a temperatura de deflexão térmica (HDT) é de 155°C sob carga, o que coloca este material na disputa para a fabricação de suportes, buchas de passagem, guias de cabo e calços antivibração em ambientes onde o TPU 95A padrão amolece e deforma.
A empresa também cita uma resistência ao impacto Charpy de 100 kJ/m². Ambos os números aparecem no próprio blog da Rosa3D sem a atribuição de um laboratório terceirizado, então encare-os como alegações do fabricante até que sejam testados de forma independente. Ainda assim, são valores consistentes com o que uma matriz de TPU semirrígido com carga de fibra de vidro poderia, de fato, entregar.
O que diferencia o material de muitos outros filamentos TPU é a sua dureza Shore: com 75D, ele é rígido; mais rígido do que consideraríamos seu concorrente direto no mercado técnico/consumidor, o Fibreheart TPU-GF da Siraya Tech, que fica na casa dos 64D.
Ambos são materiais duráveis e resistentes ao desgaste, mas essa pequena diferença numérica muda o tipo de aplicação que você consideraria para o material, mesmo que ambos sejam TPU. Com 75D, o Automotive 15 da Rosa não é o material que você escolhe quando quer superfícies com pegada macia ou vedações flexíveis: ao ser pressionado entre os dedos ele cede um pouco, mas se comporta mais como um plástico de engenharia firme do que como uma borracha. É uma categoria bem diferente do típico TPU flexível 95A que você já deve ter usado para capas de celular ou protetores de cabos.
O reforço de fibra de vidro adiciona estabilidade dimensional e rigidez, particularmente no eixo Z, que é onde o TPU sem reforço pode perder sua integridade estrutural sob carga contínua.
As configurações de impressão recomendadas variam entre 230 – 255°C para o bico e 60 – 90°C para a mesa.
Imprimi-lo com sucesso exige um bico de aço endurecido e uma impressora de câmara fechada — o conteúdo de fibra de vidro destruirá um bico de latão e o material é sensível a correntes de ar durante a impressão. Em segundo lugar, e muito importante, a Rosa3D descarta explicitamente o uso com sistemas multimateriais como o AMS da Bambu Lab, alertando que a fibra de vidro irá desgastar os tubos guia de filamento em PTFE (tubos Bowden). A velocidade de impressão também é um limite a se ter em mente: uma postagem no blog da marca recomenda de 5 a 40 mm/s — é uma velocidade bem lenta, mesmo para os padrões já demorados do TPU. Recomenda-se secar o filamento a 70°C por quatro horas antes do uso.
O Rosa3D TPU 75D Automotive 15 Glass Fiber já está disponível em carretéis de 0,5 kg (cerca de 31 €) e 1 kg (aprox. 51 €) apenas na cor preta, com envio para a União Europeia e Reino Unido.
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Licença: O texto "Filamento Rosa3D TPU 75D: uma nova aposta de alta resistência para peças de motor", da All3DP, é licenciado pela licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)