A Biqu lançará em breve o kit Panda Cyborg para a Bambu Lab P1S e P1P, transformando as impressoras em um playground movido a Klipper. Isso e um doce inesperado foram os destaques de um ano colorido na Formnext para a empresa.
A Biqu está se tornando cada vez mais meu destaque pessoal na Formnext. Ano após ano, você encontra produtos úteis, inesperados e, às vezes, engraçados que mostram que os cérebros por trás da marca não apenas têm senso de humor, mas querem injetar isso em sua impressão 3D. Este ano não foi diferente.
Nos corredores comerciais de Frankfurt – Alemanha, entre as impressoras que estão redefinindo o campo de batalha, estreias industriais, trocadores de ferramentas sem desperdício e muita política, a Biqu está, de forma ousada, trazendo de volta a liberdade de escolha dos usuários dentro do famoso ecossistema fechado da Bambu Lab com o Panda Cyborg, um novo kit para as máquinas mais antigas da série P da Bambu Lab.
O Cyborg é composto por duas partes principais: o Panda Lobe e o Panda Stem, que servem como substitutos diretos da mainboard e da placa AP da série P. Eles usam todo o cabeamento e as portas originais da Bambu Lab, o que torna a troca um procedimento relativamente simples.

Acompanhamos de perto o crescente Pandaverse de acessórios e upgrades compatíveis com a Bambu Lab, sabendo que há muitos proprietários de uma Bambu Lab por aí. A lei das médias significa que também há muitas pessoas interessadas em mexer e brincar com suas impressoras. Isso só aumentará à medida que essas máquinas vão avançando em sua vida útil: a Bambu Lab P1P, por exemplo, deixará de receber atualizações de correção de bugs no final de 2027, e os patches de segurança terminarão em 2029.
A Panda Lobe tem um touchscreen integrado de 5,5 polegadas, o que lhe confere um formato semelhante ao da Panda Touch, e permite o streaming de câmera de alta taxa de quadros. O Panda Stem fica dentro do chassi no lugar da placa AP da impressora, permitindo que os “cérebros” conversem com o corpo e usando conexões resistentes ao calor para acessórios, abrindo a possibilidade de experimentar temperaturas mais altas na câmara das impressoras.
E o que mais você ganha além desses recursos fixos? Klipper completo.
Isso leva sua P1S ou P1P completamente para fora das grades de proteção da Bambu Lab, aproveitando a plataforma de hardware decente, mas personalizando o comportamento e o desempenho a seu gosto. Um demonstrador do Panda Cyborg em exposição na feira estava produzindo Benchys de 10 minutos, embora bagunçados, mas o ponto mais importante é que essa opção leva você de volta a um ponto no tempo em que as substituições de placas-mãe e os ajustes eram comuns.

As placas SKR da BigTreeTech eram o padrão de ouro em upgrades acessíveis para a Creality Ender 3 quando ela era a impressora 3D econômica dominante (imagine só). Portanto, ver a Biqu dar a volta completa e trazer esse nível de flexibilidade para um sistema notoriamente inflexível é fascinante.
Com lançamento previsto para os próximos meses, o Biqu Panda Cyborg permitirá que você lobotomize sua máquina Bambu Lab, transformando-a em uma plataforma educacional para fazer experimentos. Mas essa não é a coisa mais louca ou estranha que a empresa tinha para mostrar.
O diretor técnico da BigTreeTech, Luke Harrison, estava presente para demonstrar um complemento para cabeçote de impressão que a empresa criou e que traz novos recursos para as impressoras da Bambu Lab.
Imagine hackear um cartucho comum de uma impressora 2D, enchê-lo com tinta comestível aprovada pela vigilância sanitária e, em seguida, usar a conexão do ventilador do cabeçote de impressão para controlar a impressora e borrifar imagens 2D comestíveis em café, cerveja, biscoitos, bolos… tudo que você quiser.
Esse é o Panda Treat.

E, mais do que isso, existe a possibilidade de o Treat realmente imprimir tinta comum em uma camada impressa em 3D. O dispositivo simplesmente se encaixa na frente do cabeçote de impressão — no exemplo mostrado na Formnext, uma Bambu Lab A1 — conecta-se à impressora por meio da porta de ventilador da impressora, ao seu smartphone via LAN, e envia um arquivo para impressão que, quando iniciado, faz com a impressora escanear de um lado a outro, linha sobre linha, depositando a tinta sobre o objeto.
Teoricamente, ela também poderia colorir uma impressão de plástico comum. O que vimos em ação na exposição não estava muito distante do tipo de tecnologia de impressão colorida que a XYZprinting tentou lançar com sua impressora da Vinci Color há quase uma década. Ao colorir apenas as paredes externas de uma impressão plástica neutra, era possível tornar colorida uma impressão monomaterial barata. A ideia nunca decolou como uma impressora dedicada que custava vários milhares de dólares, mas como um acessório divertido para sua máquina Bambu Lab, por que não?
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Licença: O texto "Klipper na sua Bambu Lab da série P: Biqu irá lançar o kit Panda Cyborg", da All3DP, é licenciado pela licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)