A próxima máquina de segunda geração da Bambu Lab é uma atualização da campeã de vendas P1S, trazendo muitas influências da série H pelo mesmo preço da P1S. Nós testamos este novo modelo e aqui estão nossas impressões.
A Bambu Lab sempre teve uma visão clara sobre a maneira como desenvolve suas impressoras. Os principais lançamentos introduzem novas tecnologias, que são incorporadas às atualizações subsequentes. Não é algo revolucionário, mas vemos isso em ação na nova P2S da Bambu Lab.
Sendo um upgrade direto da impressora 3D P1S que, até recentemente, era a nossa recomendação para impressora 3D abaixo de US$ 1.000, a P2S traz alguns anos de ajustes e refinamentos no design, focados principalmente em melhorar a usabilidade e alinhar a o produto com o padrão atual de hardware e recursos da marca. Lançada hoje, a P2S está disponível por US$ 549 para a impressora 3D básica, ou por US$ 799 no combo com o AMS 2 Pro. Assim como aconteceu com a P1S quando foi lançada, o combo oferece uma economia significativa em relação à compra separada da impressora e do AMS.
Após algumas semanas de uso intermitente (e é por isso que esta não é uma análise completa — ainda não a testamos o suficiente para justificar um veredicto final), a P2S parece ser uma atualização sólida e tranquilizadora, corrigindo o suficiente das (perdoáveis, mas ainda assim) peculiaridades da P1S, fazendo com que qualquer pessoa interessada na H2D faça uma pausa. Há elementos suficientes da linha H2D aqui para você repensar se realmente precisa dde um espaço de construção maior ou não.

Infelizmente para a Bambu Lab e para os clientes em potencial nos EUA, a empresa está lutando com problemas de logística para o estoque da P2S nos EUA, o que significa que a impressora não estará disponível por um tempo ainda. Da mesma forma, a ameaça atual de mais ações de guerra comercial com base em tarifas entre os EUA e a China significa que os preços para os clientes dos EUA podem não permanecer como estão.
O teaser da Bambu Lab, que usa a palavra “refresh” (atualização) para essa máquina, realmente resume de forma sucinta a P2S. Ainda é, no fim das contas, a fórmula básica da série P: uma máquina CoreXY robusta voltada para uma faixa superior e, de fato, parece renovada. Embora, admito, talvez eu seja um pouco tendencioso porque, graças aos céus, agora ela tem uma tela útil. A experiência de uso da P2S é praticamente idêntica à de interagir com uma máquina das séries X ou H, o que, convenhamos, é muito bem-vindo.
Não há quase nenhuma mudança nos recursos principais da impressora — ela ainda é uma impressora 3D CoreXY de alta velocidade, de 256 x 256 x 256 mm, de bico único e com capacidade multi-AMS, assim como a P1S. Sua velocidade máxima de impressão aumentou para 600 mm/s, em comparação com os 500 mm/s da P1S, e a temperatura máxima da mesa de impressão também aumentou para 110°C. Não há nenhuma transformação na capacidade de impressão bruta, e seria um erro olhar para a P2S e esperar uma.

Um punhado de recursos e influências de design da série H chegam à P2S, ajudando a elevá-la em relação à sua antecessora. Entre eles está a extrusora Dynasense desenvolvida pela própria Bambu Lab, que, em conjunto com um sensor de corrente de Foucault para detecção de fluxo, resulta em uma extrusora capaz de empurrar o filamento com alta velocidade, favorecendo uma impressão mais rápida e, supostamente, contribuindo para uniformidade precisa entre as camadas.
A P2S também recebe um novo sistema de gerenciamento de temperatura da câmara. No entanto, é importante observar uma distinção. A P2S não apresenta aquecimento ativo da câmara. Em vez disso, um sistema de exaustão no estilo da série H funciona para reter o ar quente ou liberar o ar frio para atender à tarefa de manter as temperaturas da câmara adequadas ao material que está sendo impresso. Esse desempenho de “porta fechada”, como tenho começado a chamar, marca uma distinção em relação à P1S, onde a Bambu Lab recomendava deixar a porta aberta e a tampa removida ao imprimir com certos materiais. Com a P2S, isso simplesmente deixou de ser relevante.
Por padrão, agora você conta com uma câmera de alta qualidade que monitora a mesa de impressão. Além da melhoria óbvia em relação à imagem ruim da câmera da P1S durante a impressão, a P2S usa essa câmera para identificar qual mesa de impressão está instalada, além de auxiliar na detecção de objetos estranhos e enroscos de filamento (espaguete).

Nossa unidade de teste é a P2S Combo, que vem embalada com o AMS 2 Pro, instalado com segurança dentro da câmara de impressão. O pacote completo é enviado em uma caixa relativamente pequena e, fora da caixa, apresenta uma área de impressão multicolorida/multifilamento relativamente compacta. Uma pequena inovação da P2S, inspirada em soluções encontradas pela comunidade, é o buffer de filamento multiplexado na parte traseira da impressora. Agora, você pode alimentar o filamento tanto pelo AMS quanto pelo suporte externo de bobinas sem precisar mexer com a tubulação de PTFE. É um pequeno detalhe, que talvez você nunca precise usar, mas, quando precisar, vai agradecer que seja assim.
Outros toques atenciosos que provavelmente passarão despercebidos por muitos são o piso da câmara de impressão, que se inclina suavemente até a parte inferior da porta, facilitando a retirada de restos de filamentos e detritos, além de reentrâncias nas laterais inferiores da impressora, que funcionam como alças naturais para transportá-la. Pequenos detalhes como esses são importantes.
Com base nas poucas impressões que fizemos até agora, o desempenho da P2S é decente. As impressões saem da mesa de impressão de forma limpa, especialmente quando se usa a função multicolor. Um aspecto que merece um pouco mais de testes é a uniformidade das camada, que parece não ser tão excepcional quanto a que vimos na H2D, apesar de a extrusora e os bicos serem os mesmos. A imagem abaixo demonstra o que queremos dizer, embora, para ser justo, não seja um teste científico — há diferenças no material usado e os modelos foram impressos com meses de diferença. No entanto, assumindo que as impressoras sejam consistentes, ainda assim é possível notar uma diferença.

Pode ser difícil avaliar se estamos sendo excessivamente minuciosos com essas coisas ou não. Observando outros aspectos, o desempenho de resfriamento em saliências (overhangs) em um punhado de impressões de teste parece estar na extremidade superior. A placa Scandic, projetada pelo pessoal da Prusa para mostrar a superioridade da MK4S em overhangs, também sai da mesa de impressão da P2S com uma aparência muito boa.

Basta dizer que a P2S, sem surpresa, parece uma versão moderna da P1S. A P1S tem sido um verdadeiro “pau para toda obra” para muitos (e continuará a ser para aqueles que acabaram de adquirir uma) e a P2S surge como uma substituta direta, mais amigável e fácil de usar. Com a impressora básica sendo lançada um preço mais baixo do que o da P1S, isso é, no mínimo, um bom negócio.
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Licença: O texto "Bambu Lab P2S chega ao mercado com um belo aceno à faixa intermediária de impressoras 3D", da All3DP, é licenciado pela licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
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